Crescimento
é uma palavra que se encaixa em variados contextos. O Brasil é um país que se
encaixa em diversos crescimentos. Mas, crescimento e Brasil não tiveram lá uma
boa relação durante o século passado. E nem é preciso recorrer a Freud, os
próprios períodos históricos explicam.
Proclamou-se
a República, Era Vargas, República Nova, Regime Militar, Nova República. Quando
se crescia, algo lhe era furtado. O deleite dos anos dourados ceifou-se com os
anos de chumbo. Geladeiras e fogões foram para o beléléu.
Indústria
automobilística foi um boom, mas
serviu para transportar milicos déspotas, logo em seguida. Sinônimo
de pura ironia de avanço. Um milagre Brasileiro surgiu e o Oriente Médio
dirimiu. Não havia crescimento crescente (que a redundância nos abençoe) e sim,
um semáforo por vida no vermelho, com tempo mínimo de décadas, no país verde e
amarelo.
O crescimento
retardatário é uma prática corriqueira no país de Gilberto Freire e Sérgio
Buarque de Holanda. Em seus periódicos percebe-se isso. Todavia, a busca
incessante por uma nação verdadeiramente igual e justa é como ler Harry Poter e
não mais sair de Godric's Hollows.
De leitura somos péssimos e ainda temos o desprazer de se
posicionar bem atrás da nossa grande rival Argentina. Los hermanos dão olé em
quantidade de livros anuais: 20
a 4. Placar que representa nossa lentidão. Absurdo! A
própria Imprensa aterrissou em terras tupiniquins de forma tardia nos idos de
1808, junto com a família fugida real. O Brasil é baiano, mas a naturalidade
não foi suficiente para que o desenvolvimento chegasse por aqui primeiro.
A região sul baiana vive um exemplo. A Terra do Cacau anseia
momentos para receber a implantação da UFESBA – Universidade Federal do Sul da
Bahia, mesmo que tardiamente. Como o Estado que tem em sua história o título de
primeira capital brasileira, pensadores como Castro Alves e Ruy Barbosa e uma
região que muito sustentou boa parte da Bahia e incrementou o PIB brasileiro,
recebe só agora uma universidade federal?
Bom para profissionalização, acessibilidade, alcance de um
ensino gratuito, mas somos sabedores que para colher esses frutos demandará
tempo. Podíamos estar muito à frente. Podíamos já estar na colheita por meio do
tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão além da UESC. Salve UESC! Há 15 anos
tínhamos apenas a UFBA e sem distribuições de pólos. Existe estado que em cada
cidade de 150 mil habitantes tem uma universidade como tem um Hiper Bom Preço.
Devemos o quê a quem?
O Território Litoral Sul aceita com carinho e satisfação e,
principalmente, comemora esse momento tão esperado. Uma universidade é crescimento
e a UFESBA não foge à regra. A UFESBA chega à região do cacau nos 45 minutos do
segundo tempo como tudo no Brasil.
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