Babem

quinta-feira, 7 de março de 2013

Antes Tarde do que Nunca


Crescimento é uma palavra que se encaixa em variados contextos. O Brasil é um país que se encaixa em diversos crescimentos. Mas, crescimento e Brasil não tiveram lá uma boa relação durante o século passado. E nem é preciso recorrer a Freud, os próprios períodos históricos explicam.

Proclamou-se a República, Era Vargas, República Nova, Regime Militar, Nova República. Quando se crescia, algo lhe era furtado. O deleite dos anos dourados ceifou-se com os anos de chumbo. Geladeiras e fogões foram para o beléléu.

Indústria automobilística foi um boom, mas serviu para transportar milicos déspotas, logo em seguida. Sinônimo de pura ironia de avanço. Um milagre Brasileiro surgiu e o Oriente Médio dirimiu. Não havia crescimento crescente (que a redundância nos abençoe) e sim, um semáforo por vida no vermelho, com tempo mínimo de décadas, no país verde e amarelo.

O crescimento retardatário é uma prática corriqueira no país de Gilberto Freire e Sérgio Buarque de Holanda. Em seus periódicos percebe-se isso. Todavia, a busca incessante por uma nação verdadeiramente igual e justa é como ler Harry Poter e não mais sair de Godric's Hollows.

De leitura somos péssimos e ainda temos o desprazer de se posicionar bem atrás da nossa grande rival Argentina. Los hermanos dão olé em quantidade de livros anuais: 20 a 4. Placar que representa nossa lentidão. Absurdo! A própria Imprensa aterrissou em terras tupiniquins de forma tardia nos idos de 1808, junto com a família fugida real. O Brasil é baiano, mas a naturalidade não foi suficiente para que o desenvolvimento chegasse por aqui primeiro. 


A região sul baiana vive um exemplo. A Terra do Cacau anseia momentos para receber a implantação da UFESBA – Universidade Federal do Sul da Bahia, mesmo que tardiamente. Como o Estado que tem em sua história o título de primeira capital brasileira, pensadores como Castro Alves e Ruy Barbosa e uma região que muito sustentou boa parte da Bahia e incrementou o PIB brasileiro, recebe só agora uma universidade federal?

Bom para profissionalização, acessibilidade, alcance de um ensino gratuito, mas somos sabedores que para colher esses frutos demandará tempo. Podíamos estar muito à frente. Podíamos já estar na colheita por meio do tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão além da UESC. Salve UESC! Há 15 anos tínhamos apenas a UFBA e sem distribuições de pólos. Existe estado que em cada cidade de 150 mil habitantes tem uma universidade como tem um Hiper Bom Preço. Devemos o quê a quem?

O Território Litoral Sul aceita com carinho e satisfação e, principalmente, comemora esse momento tão esperado. Uma universidade é crescimento e a UFESBA não foge à regra. A UFESBA chega à região do cacau nos 45 minutos do segundo tempo como tudo no Brasil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário