Babem

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Prefiro toddy ao tédio"

"Prefiro o toddy ao tédio", já escutaram? Escutei a primeira vez numa conversa no msn. O entendimento dessa expressão é rigorosamente perigosa e corrosiva. Famílias já foram e neste momento estão sendo dilaceradas pelo que alude essa frase. Preferências e afinidades são indiscustíveis e individuais, mas daí o toddy se tonar mania social nacional é demais. Sou careta sim. Drogas tô fora. Minha saudosa vó Eliza chamava de tóxico, hilário. A droga parece tendências de moda, tipo uma saia balonê, uma calça saruel, que já foi a queridinha dos anos 80 e hoje é peça carimbada em todos os guarda-roupas do mulherio antenado. Uma espécie de remake. A droga tem química similar desde seu surgimento, mas com terminologias e épocas diferentes. A cada tempo somos apresentados a uma distinta, assim como, as distintas situações de envolvimento. Há usuários de todas as classes e para todas as "marcas". Abastados e excluídos, ricos e marginais. O LCD está para os playboys como o crack está para aqueles que nunca foram oportunizados. As situações desse paradoxo levaria a uma bela e contudente tese de doutorado em sociologia. Aí pergunto: será que a pessoa que tem tudo sente tédio, ou prefere toddy? É cabuloso...mas depois termino.

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